ANS inclui seis exames na cobertura obrigatória de planos de saúde

 Vanteagens do Interfaceamento

 

Com o objetivo de tornar a assistência médica dos planos de saúde ainda melhor, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), incluiu mais seis exames na lista de coberturas obrigatórias.

Estes exames podem auxiliar no diagnóstico e tratamento de pacientes com a Covid-19, principalmente aqueles mais graves, com quadro suspeito ou já confirmado.

Esta decisão foi tomada pela Diretoria Colegiada da Agência e foi publicada através da Resolução Normativa nº 457 no Diário Oficial da União, passando a vigorar desde o dia 29 de maio de 2020.

 

Como estes exames podem ajudar no combate a Covid-19?

Estes novos exames incluídos na lista de cobertura obrigatória dos planos de saúde podem ajudar os profissionais da área a salvar mais vidas, principalmente em situações extremas, que dependem de abordagens terapêuticas específicas e de rápida aplicação.

Estes novos exames podem auxiliar no diagnóstico diferencial e no acompanhamento de situações clínicas graves, como a presença de uma infecção bacteriana ou um quadro trombótico causado pelo vírus.

Essa inclusão está alinhada com as diretrizes e protocolos do Ministério da Saúde para controle da doença e garantem uma ampliação nas formas de identificação e recuperação daqueles acometidos pela infecção viral causada pelo novo Coronavírus.

 

Quais os novos exames incluídos na cobertura obrigatória?

Os exames a seguir passam a ser obrigatórios para os beneficiários de planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar e referência:

Dímero D (dosagem)

O procedimento já é de cobertura obrigatória pelos planos de saúde, porém, ainda não era utilizado para casos relacionados à Covid-19. É um exame fundamental para diagnóstico e acompanhamento do quadro trombótico e tem papel importante na avaliação prognóstica na evolução dos pacientes com Covid-19.

Procalcitonina (dosagem)

O procedimento é recomendado entre as investigações clínico-laboratoriais em pacientes graves de Covid-19, auxiliando na distinção entre situações de maior severidade e quadros mais brandos da doença.

Pesquisa rápida para Influenza A e B e PCR em tempo real para os vírus Influenza A e B

Esses testes são indicados para diagnóstico da Influenza. A proposta consiste na incorporação dos dois procedimentos para minimizar questões de disponibilidade e para otimizar o arsenal diagnóstico disponível. A pesquisa rápida é recomendada para investigações clínico-laboratoriais em pacientes graves. O diagnóstico diferencial é importante, pois a influenza também pode ser causa de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).

Pesquisa rápida para Vírus Sincicial Respiratório e PCR em tempo real para Vírus Sincicial Respiratório

Esses testes são indicados para diagnóstico da infeção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A proposta consiste na incorporação dos dois procedimentos para minimizar questões de disponibilidade e para aprimorar as possibilidades. O teste rápido para o VSR é útil no diagnóstico diferencial de Covid-19 em crianças com infecção viral grave respiratória.

 

Testes sorológicos de Covid-19 também devem ser cobertos pelos planos de saúde

Além dos seis exames já citados, no último dia 29 de junho, foi publicado no Diário Oficial da União a Resolução Normativa 458, de 2020, que inclui mais testes para identificação do Novo Coronavírus no rol de procedimentos obrigatórios a serem atendidos pelos planos de saúde.

As pesquisas de anticorpos IgA, IgC ou IgM serão obrigatórias para os planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar (com ou sem obstetrícia) e referência, nos casos onde o paciente tenha apresentado quadros clínicos que podem indicar a infecção por Coronavírus como:

  • Gripe com quadro respiratório agudo (febre, tosse, dor de garanta, coriza ou dificuldade respiratória);
  • Síndrome respiratória aguda grave (dificuldade para respirar, pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente ou coloração azulada nos lábios e rosto).

A inclusão destes exames na lista de procedimentos de cobertura obrigatória atende decisão judicial relativa à Ação Civil Pública (nº 0810140-15.2020.4.05.8300) movida pela Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Aduseps). Até o momento em que redigíamos este post a decisão era liminar, cabendo ainda recurso, no entanto, a ANS não informou se pretende recorrer.

Como funcionam os testes sorológicos de Covid-19?

Já explicamos em um artigo anterior como funcionam os testes rápidos da Covid-19. A seguir, incluímos parte deste texto para que você possa entender melhor como funcionam.

A maioria dos testes rápidos usa o sangue dos pacientes e pode ficar pronto de 10 a 30 minutos. Com uma pequena gota já é possível verificar se há uma reação química que indica a presença do vírus.

Indica, porém não confirma. Apesar de práticos, os testes rápidos não são tão confiáveis, pois não confirmam a presença do vírus no organismo. Eles medem a quantidade de dois anticorpos: IgG e IgM.

O IgM é considerado um marcador para a fase aguda da doença, que começa a ser produzido em nosso corpo entre cinco e sete dias após a infecção pelo vírus. Já o IgG é mais específico e permanece circulando mesmo após o fim da fase aguda, indicando que a pessoa está protegida de futuras infecções provocadas por aquela doença.

Portanto, os testes rápidos só devem ser feitos em pacientes que já apresentam sintomas da doença há pelo menos cinco dias. Ao realizar o teste antes desse período é possível que não seja notada a presença destes anticorpos ainda e, assim, pode-se concluir que o resultado deu negativo para a presença da Covid-19, mesmo que o vírus esteja no organismo.

 

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